Os investimentos chineses por aqui já chegam a R$ 100 bilhões. Das commodities à tecnologia, o gigante asiático está fincando suas garras na indústria nacional, como parte de um objetivo maior: ditar as regras da globalização
xijinping

Líder global: Xi Jinping, o presidente chinês, está carregando a bandeira da globalização, aproveitando-se dos arroubos isolacionistas de Donald Trump (Crédito: Ilustração: Evandro Rodrigues)

 

No último dia 25 de julho, em pleno verão chinês, o clima na cidade de Hangzhou, na região leste do país asiático, estava particularmente insuportável. Havia uma densa camada de poluição no céu, que acentuava a sensação de estufa. Por volta das 15h, em meio a um calor de 41 graus Celsius, a reportagem da DINHEIRO chegou à sede da Hikvision, líder mundial no fornecimento de soluções e de produtos de videovigilância e segurança eletrônica. Os funcionários, orgulhosos, não cansam de repetir que a companhia fornece um terço de todas as câmeras de monitoramento instaladas no mundo. Naquele instante, sob a liderança do executivo Hu Yangzhong, os diretores da empresa estavam reunidos com a comitiva do prefeito de São Paulo, João Doria, que passou uma semana na China em busca de investimentos.

Doria saiu satisfeito do encontro após conseguir a doação de mil câmeras e de um drone avaliado em US$ 1 mil. Mais entusiasmados ainda estavam os executivos chineses, que enxergam a megalópole São Paulo como uma vitrine para conquistar o País. A aposta é simples: a violência urbana vai obrigar os governantes brasileiros a investir em câmeras, e a Hikvision quer ser a principal fornecedora. “Nossa meta é ter o Brasil como nosso terceiro maior mercado, só perdendo para a China e os Estados Unidos”, afirmou à DINHEIRO o presidente Yangzhong. “Estudamos até abrir uma fábrica no País.” Atualmente, a companhia possui um escritório em São Paulo e uma linha de montagem em Manaus.

(leia a materia completa aqui:    http://www.istoedinheiro.com.br/china-conquista-o-brasil/   )

Fonte: Istoé