Cenário Econômico

Segundo o Banco Central, os indicadores da Atividade econômica evidenciam a gradual recuperação da economia brasileira. Devido ao ritmo de crescimento está abaixo do esperado, o governo brasileiro está aplicado em fazer reformas e ajustes na economia visando em uma recuperação sustentável e equilibrado de longo prazo.

Além disso, a economia brasileira ainda conta com uma série de problemas que acabam limitando o crescimento. O desafio hoje está em enfrentar as dificuldades existentes para abrir espaço para um crescimento no médio e longo prazo. Os problemas consistem em sistema tributário disfuncional, o ambiente negativo de negócios, o baixo grau de abertura comercial, a precária qualidade da infraestrutura e o nível insuficiente de educação e capital humano. Outra dificuldade importante diz respeito às finanças públicas, uma vez que o envelhecimento populacional dos próximos anos fará com que as despesas públicas sejam bastante pressionadas pelos gastos previdenciários.

As analises de riscos é um dos parâmetros utilizado na analise da situação econômica brasileira. O aumento de risco em função do cenário internacional é dado em função das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, além das instabilidades políticas na Europa. Os riscos fiscais-políticos é a confiança da equipe econômica no governo, o quais estão menores devido ao posse de um novo presidente de partido diferente. Outro fator levado em conta é o risco inadimplência e atividade, o qual está em queda gradual, que é inversamente relacionada à recuperação da economia brasileira.

Gráficos

O Brasil foi um dos países que menos recebeu fluxo de entrada de capitais como porcentual do PIB para investimento em portfolio. Por outro lado, o Brasil tem recebido influxos consistentes e significativos de capitais com a finalidade de investimento direto.

Fonte: FMI  * Acum. 12 meses até 2018

Fonte: FMI  * Acum. 12 meses até 2018

PIB

A Bacen previu uma taxa media de 2,3% de crescimento para o PIB per capita e a taxa de desemprego cairia 4,5% entre os anos 2017 e 2023.

O consumo interno (famílias) e o setor de serviços (FBCF) sempre foi relevante na contribuição para o crescimento do PIB.

Fonte: O Banco Nacional do Desenvolvimento – BNDES

Investimentos por Setor

Necessidade de investimentos em desenvolvimento urbano e infraestrutura econômica, em bilhões de reais*, de 2017 a 2022

*A preços de 2016 **Inclui a construção e ampliação de ruas e calçadas, a drenagem, cuidado com áreas de risco, etc. ***Inclui todos os modais de transportes, as obras de arte, instalações elétricas e de embarque.

Cadeia Produtiva

Estima-se que os investimentos em construção soma-se R$ 599,1 bilhões em 2018, o equivalente a 55,4% da formação bruta de capital fixo e a 8,8% do produto interno bruto (PIB) do país, como mostra o Gráfico 1 abaixo. Estão incluídos nesse montante o valor das obras realizadas pelas construtoras, as quais somaram R$ 323,5 bilhões, e o valor das obras realizadas por trabalhadores por conta própria e das reformas, que atingiram R$ 275,6 bilhões no ano passado.

Investimentos em construção, em milhões de reais correntes, e participação percentual no PIB brasileiro:

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Projetos Federais

Com o objetivo de ampliar os investimentos em infraestrutura e de ofertar alternativas para a melhoria da prestação de serviços públicos, o Governo Federal, por meio da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos – SPPI, trabalha na construção da Política Pública de Fomento às Concessões e Parcerias público-privadas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

O intuito é o de fomentar a melhoria da qualidade dos projetos públicos para a concessão ou parceria, prestando a assistência técnica e financeira para a elaboração de estudos, levantamentos, projetos e investigações.

A Política Pública de Fomento às Concessões e Parcerias foi criada para apoiar os entes federados na elaboração de projetos de interesse público, materializado nos estudos para a estruturação de projetos de longo prazo em infraestrutura.

Investimentos em Infraestrutura

O Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022 da Confederação Nacional da Industria (CNI) sugere que o Brasil deveria ter como meta aumentar a participação do investimento em infraestrutura no PIB para 3,0% até 2022. O Investimento Estrangeiro Direto possui grande influência para o aumento de participação do investimento em infraestrutura no PIB brasileiro. Abaixo são apresentados o PIB dos últimos 10 anos e os dados relevantes deste assunto.

A China tem uma participação extremamente significativa nos investimento em projetos no Brasil, que desde 2003 já alcançaram o valor acumulado de US$ 69,2 bilhões, conforme dados levantados pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. A China  é considerado o maior investidor em projetos de fusões e aquisições. Os dados são de investimentos anuais e é uma contribuição importante das empresas chinesas para recuperar o baixo investimento em infraestrutura nos últimos anos.