2/9/2013 fonte: ChinaNet

Rio de Janeiro ( Jornalista Liming Yang, Fan Wang )

Entres os chineses no Brasil, há muitas empresárias bem-sucedidas, zelosas e patriotas. Monica Fang (Fang Ji é o seu nome em chinês), morando em São Paulo, a maior cidade do Brasil, é uma excelente delas.

A descendência de Monica é Lin’an, Zhejiang. Ela nasceu em Harbin e cresceu em Nanjing. Ela tem o jeito suave das garotas do sul da china, porém uma característica direta como o povo do nordeste da china. Em geral, ela se comporta efetiva e decisiva, mas quando fala sobre a história da sua carreira, a voz dela suaviza. ‘Os primeiros anos foram muito difíceis. Eu me culpava por causa das minhas filhas’, falou ela.

Mudança para o outro país e fim do casamento

Em 1987, ela imigrou para o Brasil com sua Irmã. Começando como caixa, apesar do salário mínimo, ela tinha tempo de estudar português quando o trabalho não a ocupava. Depois de dois meses, ela já pôde facilmente realizar a conversação em português. Então, ela procurou uma mercearia com melhores condições. Para uma menina de menos de 20 anos, que estava longe de casa, a saudade dos pais era forte demais.

Durante aquele período, Monica conheceu um bonito chinês e se apaixonou. Mas, talvez por serem jovens, ou talvez por causa das diferenças de personalidade, eles se separaram logo após o nascimento da segunda filha. Com duas novas filhas, ela começou a empreender sozinha.

Empreendedora Sozinha, Enorme Dificuldade

Saindo de São Paulo, onde ela quebrou o seu coração, Monica foi para Brasília com suas duas filhas. Lá, ela abriu uma loja de artesanato, vendendo porcelanas chinesas e tapetes. Sua loja era bem localizada, portanto era muito visitada. Ela trabalhava seis dias por semana na loja, e no domingo ia promover as mercadorias na praça cultural. Ela trabalhou muito, assim seu comércio cresceu gradualmente.

Mas, para uma mulher jovem com duas filhinhas, empreender não era fácil! Suas duas filhas eram cuidadas pela babá nos dias de semana, mas aos fins de semana, a babá não trabalhava e ela tinha que levar as duas à loja. Ela cuidava dos clientes e das filhas ao mesmo tempo. Mas o ar na loja era ruim, devido às fibras de algodão, e Ana, a filha mais nova, com apenas um ano, já tinha asma. Sobre tudo, ela tinha que mandá-la ao jardim de infância nos domingos.

Certa vez depois de uma tempestade, Ana pegou febre, e foi diagnosticada com pneumonia. A filha começou o tratamento no hospital logo depois. A noite inteira, Monica esperou à cama da filha, com medo de que ela não conseguisse ver a mãe quando acordasse. Ela ficou no hospital por três dias com a filha mais nova, e Jeni, a filha mais velha, foi cuidada pela bondosa empregada. Quando Ana saiu do hospital, Jeni pegou a febre também. Durante a semana inteira, Monica quase não dormiu. Olhando para as filhas, ela chorava com culpa, porque não pôde lhes fornecer uma casa feliz e segura.

Voltou à metrópole, Descobrindo um novo mercado

Depois de dois anos de empreendendo, Monica conquistou sua primeira fortuna e um coração mais forte. Para reencontrar sua família e vender produtos mais promissores, Monica voltou para São Paulo e começou uma empresa vendendo equipamento médico.

No início, ela usou apenas um funcionário brasileiro, em um prédio alugado e pequeno, com cerca de 60 metros quadrados. A acomodação era na parte superior, o escritório no piso inferior, e o armazenamento era no quintal. Nesta pequena empresa, ela fazia tudo sozinha, incluindo compras, busca de clientes e remessa. Foi a primeira vez que trabalhou com esse setor, então ela não sabia como fazer e tinha muitos problemas. A rua onde o escritório ficava era estreita, por isso a primeira carga derrubou um poste de energia. Felizmente, o policial na posição a deixou ir, observando sua dificuldade. Ela tinha muita sorte, o primeiro cliente comprou 20 por cento do armazenamento.

Entre os vendedores de equipamento médico, especialmente equipamento de laboratório, Monica era a única mulher. Ninguém deu atenção a ela quando participou de uma licitação em Brasília pela primeira vez. Ela transformou a indiferença dos profissionais do setor em motivação, trabalhando e se dedicando mais. Para ganhar produtos estáveis e competitivos, ela usou todo o depósito e abriu fábricas da sua marca na china com seus amigos. Ela usou a vantagem do preço ´´made in china´´ e vendeu por atacado. Ela forneceu muita sinergia para grandes empresas brasileiras, e sua carreira desenvolveu muito rápido.

Os “made in china“ atacaram o mercado brasileiro e perturbaram o monopólio das empresas estrangeiros. Juntas, elas entregaram uma ação no tribunal com acusação de cópia dos produtos da china, e demandaram a proibição da venda. Monica as tratou com calma e contratou um excelente advogado. Finalmente, ela ganhou a ação.

A correia melhorou, mas a vida fez o mesmo. Em 2000, infelizmente o pai dela morreu por causa do câncer. Ela perdeu o pilar da vida. Alguns anos depois, ela também foi diagnosticada com câncer. Assim, ela precisava voltar para china e receber tratamento. O câncer a deixava desesperada, mas pensando nas filhas e mãe que tinha mais de 70 anos, ela fortaleceu sua vontade de viver. A operação foi bem sucedida, depois 45 dias ela voltou ao Brasil e continuou trabalho.

Geralmente, as empresas pequenas e médias não duram muito tempo, e a maioria delas não duram mais de 3 anos. Monica sempre age na sua empresa de acordo com as leis, paga impostos e registra funcionários, além disso, contrata contadores e advogados profissionais.

Agora, a empresa já tem 17 anos, o escritório já foi mudado da lojinha na rua estreita para a área da indústria moderna, contendo três fabricas de 3200 metros quadrados. Além dos pontos de revenda e consertos, os produtos também são vendidos para outros países na América do Sul. Frequentemente, a empresa recebe os prêmios de melhores produtos e melhores empresas.

Participando de Atividades Sociais, Devolvendo ao País e A Sociedade

Monica fala, sem o desenvolvimento do país e economia, ela não seria o que é hoje, naturalmente, ela teria que devolver para os chineses no Brasil, o desenvolvimento do país e comunicação entre Brasil e China.

Ela participa de atividades do interesse público ativamente, servindo como uma consultora do comitê de chineses no Brasil, do comitê de desenvolvimento do comercial Brasil China, da associação do povo de Jiangsu no Brasil e da associação de chinesas no Brasil. Cada vez que acontece um desastre na China ou Brasil, ela vai doar generosamente. Freqüentemente, ela organiza conferências comerciais entre Brasil e China, e recebe amigavelmente as visitas da china.

A dedicação dela é apreciada muito pelo consulado da china em São Paulo e pelos departamentos relativos na China. Em 2011, ela foi convidada para visitar a China pelo Gabinete Negócios de Conselho de Estado da China. Em 2012, sendo a única representante do Brasil, participou do seminário sênior dos jovens empreendedores da china. Este ano, ela participou a sessão CCPPC da província de Jiangsu como uma representante exterior.

Para melhorar a cooperação do comercial entre China e Brasil e construir a comunicação entre as empresas chinesas e brasileiras, pelo convite de LIDE, ela constrói o ramo de LIDE em Nanjing, China e serve a presidente LIDE, CHINA.

Olhando pra trás, com as duas filhas na universidade, Monica tem milhares de sentimentos.

Ela fala: ` Embora nada fosse fácil lá atrás, na minha vida já consegui o amor, confiança e apreciação da família, amigos e sociedade. Eu tenho motivação e paixão no meu coração. Eu vou devolver para sociedade e para o país e me dedicar a tudo!

Endereço do Site (Chines): http://news.xinhuanet.com/world/2013-09/02/c_117186073.htm

 

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